quinta-feira, 3 de outubro de 2013

COMUNIDADE SÃO FRANCISCO REALIZOU NESTA QUINTA-FEIRA SEUFESTIVAL DE PRÊMIOS.

AGRADECEMOS A TODOS PELA BELA PARTICIPAÇÃO!







2.º DIA DA FESTA DO PADROEIRO DA COMUNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS – BAIRRO SANTA MARIA II

 2.º DIA DA FESTA DO PADROEIRO DA COMUNIDADE SÃO FRANCISCO DE ASSIS – BAIRRO SANTA MARIA II
02 DE OUTUBRO DE 2013 – DIA DOS SANTOS ANJOS DA GUARDA, MEMÓRIA
Leituras: Ex. 23, 20-23 / Sl 90(91) / Mt. 18,1-5.10
Presidida pelo Pe. Edmar; meces: Luís Carlos, Rita e Da. Laura; comentários: Sebastião Peninha; leitora: Cleyslane; salmista Bete e preces: Sebastião Peninha.ministério de música: Admir, Bete, Lucimar, Jorge, Luiz Pinto e Carlinhos Miquiline.
 Nos ritos iniciais padre Edmar lembrou da sua presença em anos anteriores em nossa comunidade, coincidentemente celebrando nos dias dos Santos Anjos da Guarda.

 Em sua homilia levantou uma preocupação pelas festas em comunidades e uma possível meta visando somente arrecadar, muitas das vezes se voltam mais para questão financeira; mas que com certeza não é o caso da comunidade. O sentido maior, e, é bom rever como estão às pastorais, movimentos, grupos e o relacionamento entre ambos; é a espiritualidade, a partilha buscando no exemplo de São Francisco de Assis, homem despojado e apaixonado pelos ideais cristãos. Citando também o nosso bispo Dom Francisco, pelo seu belo trabalho pastoral e o Papa Francisco, brincando que temos Francisco de sobra para nos ensinar a sermos anjos na vida de outros, já que eles são anjos em nossas vidas! E com certeza há anjos que passam despercebidos na vida de muitos, principalmente quando não acolhemos bem ou não nos deixamos ser acolhidos e quando não escutamos os pequenos, humildes que buscam as necessidades vitais de cada ser humano.



 Exemplo narrado no livro do Êxodo que a liturgia do dia colocou como era difícil a saída do povo a procura de melhores condições, mas, Deus não deixou de enviar seus anjos para guiá-los , pois o Senhor cuida de nós, principalmente quando agimos como verdadeiros anjos. Ao valorizarmos as conquistas da comunidade, o crescimento dos valores evangélico, as catequistas os membros de uma forma geral como se todos fossem como anjos uns dos outros. Pois Deus envia anjos para conduzir os lugares que Ele mesmo preparou e isso é uma questão de escuta de anunciar a boa nova; pois temos dois ouvidos para escutar bem e uma boca para falar com amor aquilo que Jesus nos transmitiu. Santo Agostinho dizia que temos que fazer esforços para nos mantermos fiéis, pois Deus é fiel! É preciso que se perceba a necessidade de se abrir ao outro que muitas das vezes está ferido em seus valores e nos colocar a serviço e não ser servido; ninguém é dono de pastorais (...), nem padres! Agir como crianças, que tem consciência da independência, da pequenez, ou seja sentir-se pequeno diante da grandeza de Deus , citando o exemplo de uma senhorinha na comunidade que ele atende: com sua teologia devocional, ela admira da grandeza de Deus diante da sua pequena alma e fragilidade humana testemunhando à vizinha uma bondade com demais no serviço e acolhida, uma verdadeira serva de Deus! Finalizou recordando que ninguém deve se achar grande demais sem necessidade do próximo, mas, se colocar pequeno para ser novo anjo da guarda de muitos.


Depois da Celebração da Santa Missa, a comunidade se confraternizou no pátio da Igreja degustando dos salgadinhos, doces e refrigerantes; contamos com apresentação do cantor Emiliano do Grupo Jeito Carioca.




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ROTEIRO HOMILÉTICO DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C – 06/10/2013


ROTEIRO HOMILÉTICO DO 27.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C – 06/10/2013

Comum 1327: Bote Fé

Aqui nos reunimos porque temos ,
e desejamos alimentá-la e fortalecê-la.
 O que é mesmo a fé? Como se expressa?

- Quantas vezes em nossa vida passamos
   por momentos de desânimo, impaciência, descrença.
- Questionamos tudo e todos, até mesmo a nossa fé.
- Chegamos a ponto de nos perguntar: vale a pena crer?

Ouçamos o que a Palavra de Deus tem a nos dizer:

Na 1a Leitura, o Profeta HABACUC conta a sua experiência de fé.
Diante da extrema violência e corrupção, que vê no meio do povo,
ele se queixa impaciente: "Até quando, Senhor?"
E o Senhor o exorta a não desanimar. Ele intervirá no momento oportuno:
"O justo viverá por sua fé". (Hab 1,2-3.2,2-4)

* Quantas vezes também nós não conseguimos entender
porque Deus permite tantas coisas "absurdas"...
Nessas horas, como Habacuc, reclamamos: Por que? Até quando?
A fé é o único caminho para compreender o Mistério da História e
superar todas as dificuldades e contradições.
Devemos confiar em Deus, mesmo quando ele "parece" ausente da história.
Um dia veremos a intervenção salvadora e libertadora de Deus.

Na 2a Leitura: PAULO convida Timóteo, cansado e preocupado
pelas adversidades (Paulo preso, apóstolos morrendo):
"Reaviva o DOM DE DEUS, que recebeste". (2Tm 1,6-8.13-14)

* O texto nos convida a reavivar também a chama da nossa fé,
   anunciando-a de todas as formas, em todos os lugares e culturas.

No Evangelho, Jesus afirma que a fé remove os obstáculos. (Lc 17,5-10)

JESUS e os apóstolos estão a caminho de Jerusalém.
Diante da caminhada difícil proposta por Cristo a seus seguidores,
os Apóstolos estão vacilando, sentem-se tentados a voltar atrás,
como já tinham feito muitos discípulos.
Então, preocupados, pedem ao Senhor: "Senhor, aumentai a nossa fé".
- Jesus responde: "SE TIVÉSSEIS FÉ como um GRÃO DE MOSTARDA,
  poderíeis dizer a essa amoreira, arranca-te daqui e planta-te no mar,
  e ela vos obedeceria".

* A FÉ consegue realizar aquilo que aos olhos dos homens parece impossível.
   A fé autêntica, mesmo pequena, poderá superar os maiores obstáculos.

   O QUE É A FÉ?

- Um DOM GRATUITO DE DEUS, que tudo ilumina e fortalece na vida.
   Não conquistamos por méritos...
- Mas que exige UMA RESPOSTA VIVA E ATUANTE:
    "A fé sem obras é morta". (Tg 2,17)
   Fé e Vida devem andar sempre juntas. A fé, mesmo que pequena, cresce e
  se torna forte pelo cultivo da oração, da participação ativa na comunidade,
  pela prática da caridade, da justiça, pela vivência fraterna e solidária.

- Não é apenas uma ADESÃO INTELECTUAL
  a umas verdades aprendidas na catequese, a uns ritos de religiosidade popular.
  Não é um recurso para conseguir determinadas coisas...

- É, antes, uma ADESÃO DE VIDA ao Projeto de Deus.
  Um encontro pessoal com Deus, em Jesus Cristo. 
  É aceitar realizar o plano de Deus em nós, fazer a vontade de Deus...
  É olhar o mundo, os acontecimento, as pessoas com o olhar de Deus...

- É uma ENTREGA TOTAL E GRATUITA...  
  sem esperar direitos e privilégios. Não é ter Deus a nosso serviço,
  mas nos colocar plenamente à disposição de Deus,
  confiando nele e acatando sua palavra e sua vontade.
  Nosso serviço e nossa fidelidade ao Senhor são de filhos e não de assalariados.

DUAS TENTAÇÕES: (nesse mundo inseguro, perturbado, hostil...)

1. O Desânimo: Sentimo-nos pequenos, incapazes, inúteis...
    Por isso, muitas vezes pensamos até em largar tudo...

2. Considerar-nos "Necessários" ou "Merecedores"...
Muitas vezes, imaginamos Deus como um Contador
que contabiliza cuidadosamente num livro nossos créditos e débitos,
a fim de pagar religiosamente, de acordo com os nossos "merecimentos".
Para apagar essa imagem de Deus e
eliminar a "Religião dos merecimentos" (comum aos judeus e a nós),
Jesus contou uma PARÁBOLA: O Servo que volta da roça:
"Quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei:
  somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer".
E se nossa fé for ainda pequena, menor do que o grão de mostarda,
façamos nosso o pedido dos Apóstolos: "Senhor, aumentai a nossa fé ..."

+ Para o dia mundial das Missões, o papa, em sua mensagem, lembra que,
no final do ano da fé, é "uma ocasião importante para revigorarmos a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja que anuncia,
com coragem, o Evangelho... A fé é um dom precioso de Deus, que abre
a nossa mente para O podermos conhecer e amar. Trata-se de um dom
que é oferecido a todos com generosidade... e deve ser partilhado com todos...
Toda a comunidade é «adulta», quando professa a fé, celebra-a com alegria
na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus,
saindo do próprio recinto para levá-la até às «periferias»,
sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo."

                 

                                            Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 05.10.2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Maria, fiel à Palavrade Deus


26 set 2013

Setembro é o mês em que os cristãos católicos se reúnem para refletir sobre a Palavra de Deus. Esses encontros de reflexão ajudam a entender a importância da Palavra na vida de Maria e também em nossas vidas.
A Palavra nos revela que Maria era uma jovem obediente e temente a Deus. Por ser pura, Deus a escolheu para ser a mãe de seu Filho, Jesus. A palavra nos mostra que Maria aparece como símbolo da “Filha de Sião” (Sof 3,14-17), lugar da residência de Javé. Ela é simbolizada como a nova Arca da Aliança, aquela que trará dentro de si a Lei definitiva de Deus.
Em Maria, a Palavra se fez carne (Jo 1,14). O Filho de Deus se tornou carne e o sangue da mulher, a bendita entre todas as mulheres. Na sua simplicidade fez-se serva, discípula, seguidora daquele que a gerou em seu seio materno. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38). Amada e admirada, seu exemplo de vida é seguido pelos cristãos católicos, porque foi a primeira a acolher a Palavra, praticar e acreditar. Ela acreditou desde o dia da Anunciação do Anjo. Não só acreditou, mas colaborou com o projeto de Deus. Com isso, os católicos veem em Maria o exemplo de amor e de fidelidade a Jesus.
Maria é a discípula perfeita de seu filho, tanto pelo exemplo de vida, de fé, como também pela sua constante adesão e meditação da Palavra de Deus Encarnada: Jesus seu Filho (Lc 1,45; 1,38; 2,19). Podemos afirmar que Maria é o ponto de união entre o céu e a terra: “Sem Maria desencarna-se o Evangelho, desfigura-se e transformar-se em ideologia, em racionalismo espiritualista” (Doc. Puebla n. 301).
Maria acolheu a Palavra com todo carinho e a guardou em seu coração. Ela conceberá e dará à luz um Filho cujo o nome será Emanuel (Is, 7,14), que significa Deus está conosco. Tudo isso aconteceu para se cumprisse o que Senhor tinha dito através dos profetas: eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho (Mt, 1,22-23)
A mãe de Jesus Cristo participou efetivamente da vida e do mistério de Jesus. Ela seguiu de perto não de forma passiva, mas como colaboradora de sua missão.
Portanto, o canto do Magnifcat está inteiramente tecido pelos fios da Sagrada Escritura, os fios tomados da Palavra de Deus. Com isso, revela-se que em Maria a Palavra de Deus se encontra de verdade em sua casa, de onde sai e onde entra com naturalidade. Além disso, assim se revela que seus pensamentos estão em sintonia com os pensamentos de Deus, que seu querer é um querer junto com Deus.
Estando intimamente penetrada pela palavra Deus, ela pode chegar a ser mãe da palavra encarnada” (Doc. Aparecida, n. 271). Maria foi apaixonada pela Palavra de Deus. Seguindo o seu exemplo queremos também nos apaixonar pela Palavra de Deus, no sentido de ouvir, acolher e fazer dela o fundamento de nossa vida cristã.
Frater Francisco Jesus (C.Ss.R.)
Administrador do Memorial Redentorista – Túmulo Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP)



CATEQUISTA

CATEQUISTA

SER, SABER E SABER FAZER:

Três Qualidades do Catequista

O povo de Deus recebeu a vocação e a consagração de anunciar e testemunhar o Evangelho. Nesta vocação comum, o Senhor escolhe alguns para o serviço da catequese. Portanto, os catequistas são convocados por Deus mediante a Igreja, para desempenhar a missão evangelizadora da educação na fé.
A fim de que estes agentes pastorais possam desempenhar de maneira responsável e qualitativa o seu ministério, devem prestar uma particular atenção às suas competências, entre as quais está o serviço à Palavra de Deus e à Igreja.

A formação
A formação integral dos catequistas, delineada no Diretório Geral para a Catequese numa tríplice dimensão: ser, saber e saber fazer, procura tornar os catequistas capazes de desempenhar de forma mais consciente a sua tarefa na comunidade eclesial.
A finalidade destas três características educativas consiste em acompanhar progressiva e permanentemente o agente pastoral da catequese, a fim de que ele possa desenvolver a própria personalidade cristã, aonde confluem os valores e a sabedoria humana, a síntese da fé e o compromisso pastoral.
Este programa didascálico comporta o conhecimento da Bíblia e da teologia, da pedagogia e da comunicação, da liturgia e da espiritualidade. Tudo isto não diz respeito de maneira exclusiva a um simples saber intelectual, mas sim a um conhecimento a nível de testemunho, ou seja, a uma profunda experiência de comunhão, de misericórdia e de certeza do amor de Deus, que consiga fazer do catequista um autorizado educador na fé.

Servidor da Palavra
A atitude típica do cristão consiste em praticar na sua própria existência o projeto de vida do Mestre, expresso de forma categórica, com as seguintes expressões: Com efeito, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10, 45). Por conseguinte, é mediante a participação no Mistério pascal de Cristo que cada um dos batizados se une à vontade do Pai, mas de maneira ainda mais específica aqueles que desempenham um determinado ministério no seio da comunidade eclesial.
Consequentemente, a espiritualidade do catequista impõe uma escuta participativa da Palavra em ordem a uma interiorização, a um confronto e a uma resposta existencial. Consciente do seu papel a desempenhar na Igreja, ele tem necessidade de uma familiaridade com a Sagrada Escritura para acompanhar os irmãos na intimidade com o Verbo do Pai.
Da meditação fiel da Bíblia, como uma consequência lógica, o catequista poderá iluminar, encorajar e instruir os catequizandos a não se deixarem desanimar pelas dificuldades, a não se submeterem aos critérios secularizadores, hoje predominantes na sociedade, e a não venderem a sua dignidade de filhos de Deus.
Os livros sagrados forjam a mente e o coração do catequista, tornando-o capaz do martírio, ou seja, de dar testemunho da fé, onde se manifesta a sabedoria bíblica, porque conquista o domínio da Sagrada Escritura; inquietude missionária, porque adquire a consciência do incansável zelo missionário evangelizador de Jesus, caminha no seguimento dos seus passos para alcançar todas as pessoas com amor salvífico; caridade veemente, porque segundo o exemplo do Senhor se inclina diante do sofrimento do homem para dar alívio e infundir esperança, sinais evidentes de que o seu agir constitui um eco do novo mandamento: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro manda mento. O segundo é semelhante a este: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas» (Mt 22, 37-40).
Da recepção humilde e obediente da Palavra revelada, o catequista dispõe-se a servir a comunidade eclesial para a edificar na comunhão, na diaconia e na missionariedade.

Servidor da Igreja
O ministério do catequista nasce, vive e realiza-se no seio da Igreja; por isso, ele pode ser considerado plena e justamente animador da comunidade eclesial, promotor da educação, da alimentação e do amadurecimento da sua fé, além de testemunha daquilo em que o povo de Deus acredita, daquilo que o mesmo celebra, vive e reza.
Uma das finalidades específicas da catequese consiste em iniciar os catecúmenos na vida comum, onde se vive a experiência de amar e louvar a Deus, de se ajudarem uns aos outros e de se aperfeiçoarem fraternamente, de com partilharem as tribulações e as alegrias, de oferecerem a própria disponibilidade, tolerância, paciência e prudência nos relacionamentos interpessoais, de tal maneira que, em qualquer situação, a Igreja se apresente como ícone da Santíssima Trindade.
Nesta altura, é necessário relevar a importância do relacionamento de colaboração entre os catequistas e os pastores, em vista de realizar conjuntamente a programação pastoral da catequese, para que ela possa corresponder de maneira constante à sua natureza no contexto da missão evangelizado ra da Igreja.
Por sua vez, os pastores que se interessam sinceramente pela preparação dos catequistas, cuidam da sua competência doutrinal e metodológica, enquanto se dedicam à orientação espiritual e virtuosa destes agentes pastorais. E tudo isto, sempre para servir e edificar a Igreja de Deus, na certeza de que cada um dos ministérios encontra a sua gênese na confiante chamada divina. "Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós e que vos destinei para irdes e dardes fruto, e que o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16).

O serviço eclesial à Palavra
Através de uma análise da realidade social contemporânea, evidencia-se o afastamento de tantos batizados da Igreja, porque os valores que no passado orientavam o comportamento humano, atualmente são ameaçados por uma mentalidade ateia; por conseguinte, é necessária uma séria e qualificada catequese em que a Palavra de Deus seja apresentada orgânica e unitariamente, mediante a sua linguagem narrativa dos acontecimentos salvíficos e através do seu impetuoso poder de redenção.

Não com menos urgência, é necessário demonstrar a identidade apostólica da igreja, onde o catequista desempenha o seu serviço em particular sintonia e comunhão com ela. Quanto mais forem evidenciados o amor e a responsabilidade em relação à comunidade eclesial, tanto mais os catequizandos se sentirão como verdadeiros filhos da igreja, orientados pelas Sagradas Escrituras.                  (L'Osservatore Romano)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

ROTEIRO HOMILÉTICO DO 26.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C – 29/09/2013


ROTEIRO HOMILÉTICO DO 26.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C – 29/09/2013

Comum: 1026: Lázaros de Hoje

Celebramos hoje o Dia da BÍBLIA.
E o lugar privilegiado para ler e acolher a Palavra de Deus
é a Comunidade na celebração dominical.

A Liturgia de hoje convida a ver os bens desse mundo,
como dons que Deus colocou em nossas mãos,
para que administremos, com gratuidade e amor.

Na 1ª Leitura: o Profeta AMÓS denuncia severamente
os ricos e poderosos do seu tempo,
que viviam no luxo e na fartura, explorando os pobres,
insensíveis diante da miséria e da desgraça de muitos.
O Profeta anuncia que Deus não aprova essa situação.
O castigo chegará em forma de exílio em terra estrangeira. (Am 6,11-16)

* As denúncias de Amós são ainda hoje atuais!
- Povos gastando fortunas matando gente em guerra,
  enquanto outros morrem de fome por não ter o que comer.
- Quantos vivem na abundância, enquanto muitos morrem de fome e na miséria.
- Quantos satisfazem seus caprichos, sacrificando até seus familiares...

Na 2ª Leitura, Paulo denuncia a cobiça,
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males". (1Tm 6,10-16)

No Evangelho, temos o julgamento de Deus sobre a distribuição das riquezas.

A Parábola do homem Rico e do pobre Lázaro (Lc 16,19-31) tem três quadros:
  - A Situação de vida do Homem rico e do Pobre "Lazaro".
  - A mudança de cena para ambos após a morte...
  - Um DIÁLOGO entre o rico e Abraão,
      > Proposta: "Pai Abraão, se alguém entre os mortos
         for avisar meus irmãos, certamente vão se converter..."
     > Resposta: "Se não escutam a Moisés, nem aos profetas,
        mesmo se alguém ressuscitar dos mortos, não acreditarão..."

A morte de ambos reverte a situação:
quem vivia na riqueza está destinado aos "tormentos",
quem vivia na pobreza se encontra na paz de Deus.
É uma Catequese sobre escatologia,
antecipa o amanhã para que valorizemos o presente.
O rico não é condenado por ser rico, mas porque prescinde de Deus.
O pobre se salva porque está aberto para Deus e espera a Salvação.
A pobreza não levou Lázaro ao céu, mas a humildade,
e as riquezas não impediram o rico de entrar no seio de Abraão,
mas seu egoísmo e a pouca solidariedade com o próximo.

* Na Parábola, o pobre tem "nome", o rico não...
   Em nossa Comunidade, os pobres têm nome?

+ "Escutem Moisés e os profetas!":
    Essa advertência tem um significado todo especial no DIA DA BÍBLIA.
  
A expressão "Moisés e os Profetas", no tempo de Jesus, significava a Bíblia.
Por isso, Jesus queria dizer que não estamos precisando
de aparições duvidosas do além, de videntes ou prodígios milagrosos...
A BÍBLIA é a única Revelação segura que todo cristão deve acreditar...
Ela é suficiente para iluminar o nosso caminho.
Seguindo essa Luz, encontraremos, aqui na terra, a solidariedade, a fraternidade  e, na outra vida, acolhida na casa de Deus, um lugar junto de Abraão.

Essa Palavra de Deus, podemos encontrá-la:
Na Catequese... na Liturgia... na Leitura Orante da Bíblia...
nos Grupos de Reflexão, nos Cursos de formação... na Leitura pessoal...

+ Quem são os LÁZAROS hoje?
Ainda hoje quantos ricos esbanjam na fartura, enquanto pobres "Lázaros" continuam privados até das migalhas que sobram...
Creio que os vemos diariamente nas ruas e na televisão...
Escutar Moisés, os Profetas, o Evangelho
favorece o desapego e abre os olhos às necessidade dos irmãos.

O Documento de Santo Domingo afirma:
"O crescente empobrecimento a que estão submetidos
  milhões de irmãos nossos, que chega a intoleráveis estremos de miséria,
  é o mais devastador e humilhante flagelo que vive a América Latina" (179).

No Brasil: O Salário mínimo irrisório... A aposentadoria miserável...
enquanto outros recebem supersalários... e inúmeros desvios...

No Brasil, milhões de Lázaros nos indicam o caminho da salvação...
- Se nos abrirmos ou não a eles...
- Se nos colocarmos ou não a serviço de sua libertação.

+ E conclui com uma ADMOESTAÇÃO:
   "Há um abismo que nos separa... e não haverá mais volta..."
    Após a morte, a situação se torna irreversível.

+ Como superar esse abismo que nos separa?
    Abismo que não foi construído por Deus, mas pelos homens...
    abismo que começa agora... e se prolonga no além...

    A EUCARISTIA é um grande meio para vencer esse abismo,
    desde que seja sempre uma verdadeira COMUNHÃO...     
       - que inicia AGORA (na Igreja, na família, na sociedade) e
       - se prolonga por toda a ETERNIDADE junto de Deus.

                                      Antônio Geraldo Dalla Costa -29.09.2013

domingo, 22 de setembro de 2013

MÊS DA BÍBLIA E O MESTRE E DICÍPULO

 O MESTRE E O DICÍPULO




Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:
- Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.
O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:
- Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.
O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada.
O mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
- Aprendi que cesto de junco não segura água.
O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo.
Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?
O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
- Que cesto furado não segura água.
O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa.
Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de  tanto descer e subir as escadarias.
Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:
- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.
O mestre, por fim, concluiu:
- Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê, o que importa, na verdade, é que, no processo, a sua mente e a sua vida ficam limpas diante de Deus.


O Mestre e o Escorpião

O Mestre e o Escorpião 
fonte:
 
www.doalto.com.br/autoajuda/omestreeoescorpiao.htm

Um mestre oriental viu um escorpião que se afogava e
decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião
lhe picou. Como reação à dor, o mestre soltou-o e o
animal caiu na água e, de novo, estava se afogando.
O mestre tentou tirá-lo outra vez, e novamente o
escorpião o picou.

Alguém que tinha observado tudo, aproximou-se do mestre e disse:
- Perdão, mas você é muito teimoso! Não entende que
cada vez que tentar tirá-lo da água, ele o picará?
O mestre respondeu:

- A natureza do escorpião é picar e
isso não muda a minha natureza, que é ajudar. Então,
com a ajuda de um ramo, o mestre retirou o escorpião da
água e salvou-lhe a vida.

Não mude a sua natureza se alguém lhe magoar. Apenas
tome as devidas precauções.

"O tempo é algo que não volta atrás; portanto, plante
seu jardim ao invés de esperar que alguém lhe mande
flores".

    (William Shakespeare)

sábado, 21 de setembro de 2013

VOLUNTÁRIOS FAZENDO MANUTENÇÃO PREDIAL DA COMUNIDADE


 Com o muro na divisa fora do prumo, voluntários fazem o reparo para segurança e cuidados com o próximo, isso transmite responsabilidade e seriedade dos membros da comunidade! Parabéns a todos!