domingo, 9 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
ROTEIRO HOMILÉTICO (BASÍLICA DO LATRÃO) 32.º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A – 09.11.2014
C1432
Latrão: O Novo Templo
Celebramos hoje a "dedicação" (ou consagração)
da Basílica São João de Latrão. É a primeira catedral.
É a catedral do Papa, como bispo de Roma,
a Igreja-Mãe de todas as igrejas do mundo.
Nela se realizaram cinco Concílios ecumênicos.
Esta festa nos convida a tomar consciência de que a Igreja
de Deus,
simbolizada e representada pela Basílica de Latrão,
é hoje, no meio do mundo, a "morada de Deus",
o testemunho vivo da presença de Deus na caminhada dos
homens.
As leituras bíblicas falam do Templo, no sentido material e
espiritual.
Na 1ª Leitura, o Profeta Ezequiel
vê sair do TEMPLO
uma Água, que gera Vida por onde passa. (Ez 47,1-2.8-9.12)
* O Povo exilado na Babilônia, longe de Jerusalém e do seu
templo destruído,
é fortalecido pela esperança do surgimento de um novo
templo.
A Água viva, que brota do templo, simboliza a Vida nova,
a salvação oferecida por Deus.
Na 2ª Leitura, São Paulo afirma
que nós somos TEMPLO DE DEUS
e morada do Espírito Santo. (1Cor 3,9c-11.16-17)
Por isso, animados pelo Espírito Santo, devemos ser o Sinal
vivo de Deus e
testemunhas da salvação diante dos homens do nosso tempo.
No Evangelho, Jesus se apresenta
como o NOVO TEMPLO.
"Destruí este
templo e em três dias eu o reerguerei...
Falava do templo do
seu corpo". (Jo
2,13-22)
- O TEMPLO, na época de Jesus, havia se transformado
num grande mercado, num instrumento de exploração.
Usavam o nome de Deus para obter lucro e benefícios
pessoais.
Jesus quer Purificar
o Templo, libertando-o desses exploradores.
Assim entendemos o gesto violento de Cristo, de chicote na
mão...
Mas Jesus quer mais: fala de um Novo Templo,
que irá substituir o velho templo de Jerusalém.
O Templo representava, para os judeus, a residência de Deus,
o lugar onde Deus se tornava presente no meio do seu Povo.
Agora Jesus é o novo Templo de Deus no mundo,
porque nele Deus se fez carne e veio montar a sua tenda no
meio de nós.
Ao ressuscitar dos mortos o próprio Filho,
o Pai o colocou como pedra fundamental do novo santuário.
Sobre ela, pôs as pedras vivas, que são os discípulos de
Cristo.
Todos juntos, formamos o corpo de Cristo,
o novo Templo onde Deus habita.
Cristo e os membros da comunidade cristã formam em conjunto
o novo santuário do qual se elevam os sacrifícios agradáveis
a Deus.
Já não se trata das ofertas da carne e do sangue dos
cordeiros,
mas das obras de amor em favor dos homens.
Como é que podemos encontrar Deus e chegar até ele?
O Evangelho de hoje responde: é olhando para Jesus.
Nas palavras e nos gestos de Jesus, Deus se revela aos
homens,
manifesta o seu amor, oferece a vida plena,
faz-se companheiro de caminhada e aponta caminhos de
salvação.
* Mas os cristãos também são pedras vivas desse novo Templo
onde Deus se manifesta ao mundo e vem ao encontro dos homens
para lhes oferecer a vida e a salvação.
Os homens do nosso tempo devem ver no rosto dos cristãos
o rosto bondoso e terno de Deus;
devem experimentar, nos gestos de partilha, de
solidariedade,
de serviço, de perdão dos cristãos, a vida nova de Deus;
devem encontrar, na preocupação dos cristãos com a justiça e
com a paz,
o anúncio desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os
homens.
Nesse novo templo, em que nós somos pedras vivas,
"os verdadeiros
adoradores vão adorar o Pai em espírito e verdade." (Jo 4,23)
- A Igreja é de fato essa "casa de Deus",
onde as pessoas podem
encontrar essa proposta de libertação e de salvação,
que Deus oferece a
todos?
- E o nosso templo, o nosso Santuário, é um lugar de
encontro com Deus,
uma fonte de vida,
para nós e para a nossa Comunidade?
- Se Cristo viesse hoje, que faria das igrejas (que se dizem
cristãs),
que se transformaram
num verdadeiro comércio da fé?
Deveria empunhar
novamente o chicote?
As igrejas não podem ser casas de comércio...
Mesmo a igreja paroquial deve ser antes de tudo uma casa de
oração,
que torna Deus presente no mundo pela beleza da caridade
fraterna...
Pe. Antônio Geraldo
Dalla Costa - 09.11.2014
domingo, 2 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Formação paroquial para Ministros Extraordinários da Palavra
27/10/14:
PASSOS NA PREPARAÇÃO DE UMA HOMILIA.
ASSESSOR: Pe RAFAEL DUQUE
Formação paroquial para Ministros Extraordinários da Palavra
ASSESSOR: Pe RAFAEL DUQUE
20/10/14:
OUVIR A PALAVRA DE DEUS E LIGAR A REALIDADE SACRAMENTAL.
ROTEIRO HOMILÉTICO DO 31.º DOMINGO – COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS
OFÍCIO PRÓPRIO (EM TODAS AS HORAS)
ROXO ou PRETO. MISSAS (três) prs.: Pf dos Defuntos.
Leituras prs.: à escolha no Lecionário (Volume I, p. 1051
ss.) ou no Ritual das Exéquias.
ROTEIRO HOMILÉTICO DO 31.º DOMINGO – COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS
OFÍCIO
PRÓPRIO (EM TODAS AS HORAS)
ROXO
ou PRETO. MISSAS (três) prs.: Pf dos Defuntos.
Leituras
prs.: à escolha no Lecionário (Volume I, p. 1051 ss.) ou no Ritual das
Exéquias.
Comum1430: Finados
Celebramos hoje o
Dia de Finados,
impregnado de um profundo
sentimento religioso,
no qual se unem
afeto e recordações familiares
com a fé e esperança
cristãs.
Por esse motivo
suscita sempre um profundo eco no povo de Deus.
É uma oportunidade especial para rezar mais pelos nossos
mortos e
lembrar a alegre verdade sobre a qual está fundada a nossa
fé:
a RESSURREIÇÃO.
1. Celebramos a vida, não a
morte
A religião cristã
não celebra o culto à morte, mas à vida.
Assim o ressalta
a liturgia da palavra de hoje com suas muitas leituras.
Todo o conjunto
nos fala de ressurreição e vida;
e a referência
onipresente é a Ressurreição de Cristo,
da qual participa
o cristão pela fé e pelos sacramentos.
- Por isso, este dia não
é uma comemoração para a tristeza,
provocando
saudade dos seres queridos que já nos deixaram,
mas uma
recordação cheia de esperança que expressa e continua
a Comunhão dos
Santos, que celebramos no dia de ontem.
Pois "a fé
oferece a possibilidade de uma comunhão
com nossos
queridos irmãos já falecidos, dando-nos a esperança
de que já possuem
em Deus a vida verdadeira". (GS 18,2)
2. Lembramos nosso destino futuro:
A Visão cristã da
morte dá o verdadeiro valor da vida humana.
O discípulo de
Cristo identifica a vida futura na qual crê e espera,
com um ser vivo,
pessoal e amigo que é o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo,
e de cuja vida
participará agora e continuará gozando em seu destino futuro. Instruídos pela
palavra de Deus, cremos que:
"O Homem foi criado por Deus para um fim
feliz,
além dos limites da miséria terrestre...
Deus chamou e chama o homem para que ele dê sua
adesão a Deus
na comunhão perpétua da incorruptível vida divina.
Cristo conseguiu esta vitória, por sua morte,
libertando o homem da morte e ressuscitando para a
vida.
Para qualquer homem que reflete, a fé lhe dá uma
resposta
à sua angústia sobre a sorte futura". (GS 18,2)
+ Cristo é a Raiz da esperança cristã: Estaremos sempre com o Senhor.
Jesus é a razão
última do nosso viver, morrer e esperar como cristão.
Uma vez que Ele
se fez igual a nós em tudo,
passou também
pelo transe da morte para alcançar a Vida perene.
Esse é o
itinerário que o discípulo deve percorrer.
+ Cristo é vida e ressurreição para aquele que
nele crê.
Tudo vem
confirmar a afirmação do próprio Jesus na ressurreição de Lázaro:
"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em
mim, mesmo que morra, viverá;
e aquele
que vive e crê em mim, não morrerá para sempre". (Jo 11,25-26).
Assim, diante da
morte de nossos entes queridos, não devemos pensar
numa perda
irreparável, mas no destino esperançoso ao qual Deus nos chama: "Vou preparar-lhes um lugar, para que
onde eu estiver,
estejam
vocês também". (Jo 14,3).
As LEITURAS
sugeridas para o dia de hoje são muitas e variadas.
Todas comunicam a alegria de quem recebe do alto a luz da
Páscoa,
que ilumina cada sepultura. Fixemo-nos nessas três:
Na 1ª Leitura, o Profeta afirma
que Deus criou o homem para a VIDA. (Is 25,6-9)
A morte será destruída para sempre. O profeta descreve a
morte,
como a entrada numa festa preparada por Deus para todos os
povos.
Na vinda do Messias toda situação de morte será
transformada:
O Senhor "enxugará
as lágrimas de todas as faces".
Existirá apenas alegria, felicidade. Será a festa, o
Banquete do Reino.
Na 2ª Leitura, São Paulo, diante
da incerteza de nossa salvação futura,
afirma que a nossa esperança não se baseia em nossas obras,
mas no amor incondicional de Deus, que nos amou e
entregou por nós seu Filho à morte, quando ainda éramos seus
inimigos.
Quanto mais nos amará agora que fomos justificados. (Rm 11,25-30)
No Evangelho,
Jesus nos convida a vigiar,
"pois não sabeis qual será o dia, nem a
hora". (Mt 25,1-13)
A visita aos cemitérios não deve se reduzir em levar flores aos
túmulos,
ou acender velas.
Convém rezar pelos nossos mortos. É a melhor flor.
A Bíblia garante:
"É santo e piedoso costume rezar
pelos mortos" (2Mc 12,45)
Cemintério significa
dormitório. É o lugar de repouso, de descanso.
Quem está
sepultado ali, está como que dormindo,
aguardando o dia
de se levantar, para ressuscitar.
CEMITÉRIO significa também hospedaria.
Hospedaria é um
albergue à beira do caminho, onde o peregrino
O Cemitério é a
hospedaria onde ficamos por um espaço de tempo,
até o dia da
Ressurreição.
Que o dia de hoje
reforce a nossa esperança cristã e
nos leve a proclamar
com firmeza o artigo de fé do Credo:
"Creio na ressurreição dos mortos e na vida
que há de vir"
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 02.11.2014
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