terça-feira, 19 de março de 2013

ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO DE RAMOS – ANO C



ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO DE RAMOS – ANO C
FONTE: http://www.buscandonovasaguas.com/
Ramos 2013: Hosana Hey

Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa.
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marca o fim daquilo que Jerusalém representava para o Antigo Testamento e assinala o início da nova Jerusalém,
a Igreja, que se estenderá por todo o mundo
como um sinal universal da futura redenção.

Na Igreja primitiva a celebração desse domingo focalizava aspectos diferentes:
Em Roma, o tema central era a Paixão do Senhor;
em Jerusalém, era a Entrada triunfal de Jesus, destacando a Procissão dos ramos.
Atualmente, as duas tradições se integram numa única celebração.
- Por isso, a celebração começa com o rito da bênção dos ramos,
   a leitura da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e a procissão.
- Termina com a celebração da Eucaristia, com a proclamação da Paixão.

+ Na 1ª PARTE, nos unimos ao Povo de Jerusalém,
   que aclama alegre e feliz: "Hosana ao Filho de Davi".

- O Povo estende seus mantos a Jesus que passa, montado num burrinho,
  e com entusiasmo o saúda com ramos nas mãos.
- Os fariseus reclamam dessa agitação "exagerada".
- E Jesus responde: "Se eles se calarem, as pedras gritarão..."

* É a entrada do "Príncipe da Paz",
   que esconde os trágicos acontecimentos da paixão.

+ A 2ª PARTE nos introduz na SEMANA SANTA.

+ A 1ª Leitura apresenta a Missão do "Servo Sofredor",
que testemunhou no meio dos povos a Palavra da Salvação.
Apesar do sofrimento e da perseguição,
o Profeta confiou em Deus e realizou o Plano de Deus. (Is 50,4-7)

* Os primeiros cristãos viram nesse "Servo" a figura de Jesus.

O Salmo tem grande importância: é mencionado por Cristo na Cruz:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

A 2ª Leitura é um HINO, que apresenta o "despojamento" de Jesus.
Humilhou-se até a morte de cruz como o Servo de Javé,
mas foi glorificado como Filho de Deus na Ressurreição. (Fl 2,6-11)

O Evangelho convida-nos a contemplar a PAIXÃO e Morte de Jesus,
segundo a narrativa de Lucas. (Lc 22, 1-49)

+ O Sentido da Paixão e Morte de Jesus:
A morte de Jesus deve ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus percebeu que o Pai o chamava a uma missão:
Anunciar a Boa Nova aos pobres e pôr em liberdade os oprimidos.
Para concretizar este projeto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina,
"fazendo o bem" e anunciando um mundo novo de vida, de liberdade,
de paz e de amor para todos.
 - Ensinou que Deus era amor e não excluía ninguém, nem os pecadores;
ensinou que os pobres e os marginalizados eram os preferidos de Deus.
- Avisou os “ricos” e os poderosos, de que o egoísmo e o orgulho,
só podiam conduzir à morte.

- O projeto libertador de Jesus entrou em choque com as autoridades,
que se sentiram incomodadas com a denúncia de Jesus:
não estavam dispostas a renunciar poder, influência, domínio, privilégios.
Por isso, prenderam Jesus, julgaram-no, condenaram-no e pregaram-no na cruz. A morte de Jesus é a conseqüência do anúncio do Reino
que provocou tensões e resistências.

DADOS EXCLUSIVOS DE LUCAS:

- Só Lucas põe Jesus dizendo: "fazei isto em memória de mim".
  Não é apenas repetir as palavras de Jesus sobre o Pão e o Vinho,
  mas também a entrega de Jesus, a doação da vida por Amor.
- Apresenta a discussão sobre quem era o "maior".
  Jesus avisa que o "maior" é aquele que serve.
  Apresenta seu exemplo e convoca os discípulos a fazerem o mesmo.
- No Jardim das Oliveiras, acentua a fragilidade humana de Jesus.
  Fala do anjo, do suor de sangue e da submissão total ao projeto do Pai.
- Aparece a Bondade e a Misericórdia de Deus em gestos concretos:
   . Cura do guarda ferido por Pedro...
   . As Palavras na Cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem".
   . Ao Bom Ladrão: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso".
   . Preocupa-se com as mulheres que choram sua morte:
     "Chorai antes... sobre vós... e sobre vossos filhos".
- Simão de Cirene carrega a cruz "atrás de Jesus".
  Modelo do Discípulo, que toma a cruz de Jesus e o segue no seu caminho...

+ Celebrar a Paixão e Morte de Jesus
é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil...
Por amor, ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites,
experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai;
e, estendido no chão, esmagado contra a terra, traído, abandonado, incompreendido, continuou a amar.

+ Contemplar a Cruz onde se manifesta o amor de Jesus:
- Significa assumir a mesma atitude de amor, de entrega e
  solidarizar-se com os que continuam sendo crucificados...
- Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo...
- Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens.
- Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor...
+ Somos convidados a começar a Semana Santa, com um novo ardor...
Que o grito de alegria de hoje, não se converta em "crucifica-o", na sexta feira.
Que os ramos, que são brotos novos de propósitos santos,
não murchem nas mãos e se convertam em ramos secos.
Caminhemos até a Páscoa com amor.

+ Levamos hoje para casa RAMOS BENTOS,
   como lembrança dessa celebração. 
Não devem ser vistos como algo folclórico,
como amuletos da sorte ou de proteção contra os perigos,
mas algo sagrado, que levamos para casa
como um SINAL visível do compromisso assumido
de seguir Jesus no caminho ao Pai.

A presença dos ramos em nossos lares deve ser uma lembrança
de que hoje aclamamos a Jesus, como nosso Rei,
e que desejamos aclamá-lo durante toda a nossa vida, como nosso Salvador.

                    Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 24.03.2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

ROTEIRO HOMILÉTICO DO 5.º DOMINGO DA QUARESMA – ANO C

ROTEIRO HOMILÉTICO DO 5.º DOMINGO DA QUARESMA – ANO C
FONTE: http://www.buscandonovasaguas.com/
Quaresma 1305: A Primeira Pedra

A Liturgia de hoje nos lembra
que a Quaresma não é um tempo para atirar pedras,
mas para construir a fraternidade.
O problema do mal e do pecado não se resolve
com o castigo e a intolerância, mas pelo amor e a misericórdia.

Na 1ª Leitura, Isaías anuncia a libertação do exílio e o retorno a Israel
como um novo Êxodo para a Terra Prometida. (Is 43,16-21)

* Esse "caminho" é imagem de outra libertação,
que Deus nos convida a fazer na Quaresma e
que também nos levará à Terra Prometida, onde corre a vida nova.
- Quais são as escravidões  que impedem, hoje, a liberdade e a vida?
- O que ainda nos mantém alienados, presos e escravos?

Na 2ª Leitura, Paulo afirma que a única coisa que lhe interessa
é conhecer Jesus Cristo. Tudo o resto é Lixo. (Fl 3,8-14)

* Qual é o lixo que me impede de nascer com Cristo para a vida nova?

No Evangelho temos uma comovente cena da vida de Jesus,
diante de uma Mulher PECADORA. (Jo 8,1-11)

No domingo passado, com a Parábola do Filho Pródigo,
Jesus nos mostrou o amor misericordioso de Deus.
Hoje, Ele dá o exemplo, passando das palavras aos fatos...

- Jesus ensinava no templo.
- Os escribas fiscalizavam o Mestre, buscando pretextos para acusá-lo.   
  Trouxeram uma mulher surpreendida em pecado de adultério e
  segundo a lei de Moisés tais pessoas deviam ser apedrejadas.
  Aproveitaram a situação, para deixar o Cristo numa situação embaraçosa:
"Mestre, que vamos fazer dessa mulher,
 perdoá-la ou apedrejá-la, como manda a nossa lei?"

- Para os escribas e fariseus, era uma oportunidade
  para testar a fidelidade de Jesus às exigências da Lei.
- Para Jesus, foi uma oportunidade para revelar
  a atitude de Deus frente ao pecado e ao pecador.

- Jesus não aceita uma lei que em nome de Deus gera a morte,
  por isso não respondeu e ficou rabiscando no chão.
  Diante da insistência dos acusadores, ele se levantou e os desafiou:
 "Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra..."

- E, inclinando-se de novo, continuou a escrever no chão. Não sabemos o que.
  Segundo uma tradição, Jesus escrevia os pecados de cada um deles...
  E então aqueles "cumpridores" da lei, envergonhados,
  foram saindo um a um, começando pelos mais velhos...
  Só ficaram no pátio do templo a mulher, os discípulos e ele, Jesus...

- Então Jesus perguntou:        "Mulher, ninguém te condenou?
  Nem eu te condeno...  Vai e não peques mais..."

* A mulher não tinha manifestado nenhum sinal de arrependimento.
   Assim mesmo, Jesus a convida a seguir um caminho novo de liberdade e paz.
   Jesus não aprova o pecado, mas não condena a pecadora.
   Mostra que o importante é a conversão das pessoas, não sua condenação.
   E ainda hoje, no Sacramento da Reconciliação, Deus continua nos dizendo:   
   "Teus pecados estão perdoados. Vai em paz e não peques mais..."

No episódio, Jesus nos oferece:

+ Uma imagem de Deus,
   Um Deus que é mais misericórdia, do que justiça.
   Não quer a morte do pecador, mas a sua plena libertação.
   A força de Deus não está no castigo, mas no Amor.

+ Um "NÃO" à Hipocrisia fiscalizadora dos escribas, de ontem e de hoje...
   Ainda hoje a intransigência fala mais forte do que o amor.  
   Mata-se, oprime-se, escraviza-se em nome de Deus.
   Todos somos pecadores e não temos o direito de condenar,
   de nos tornar fiscais dos outros...

- Quando os acusadores ouviram as palavras de Jesus,
   largaram as pedras e foram embora.
   Nós, pelo contrário, ouvimos a Palavra do Evangelho,
   mas não soltamos as pedras, nem recolhemos a nossa língua.

+ Um Apelo:
   Não devemos discriminar e condenar a gente caída à beira do caminho.
   Eles não precisam de juizes... mas de salvadores...

* Qual é a nossa atitude, diante dessas pessoas?

     - A de Cristo? Ele teve "compaixão e compreensão..."
       Ele não aprovou o pecado... mas não condenou a pessoa....
"Eu também não te condeno... Vai e não peques mais...”
     - Ou a dos escribas? (com Pedras nas mãos... ou melhor na língua...)

* Em Nossas comunidades, há ainda hoje pessoas,
   que continuam atirando pedras?

- Quais seriam as pedras, que ainda hoje continuamos atirando,
     machucando... e às vezes até destruindo o bom nome delas?

- E o que Cristo poderia estar rabiscando hoje, de nós, no chão?
                       
à Poderíamos enfrentar o desafio de Cristo:
         "Quem não tiver pecado pode atirar a primeira pedra?"

                                         Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 17.03.2013

terça-feira, 12 de março de 2013