quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ROTEIRO HOMILÉTICO DO XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B FONTE: http://www.buscandonovasaguas.com/



ROTEIRO HOMILÉTICO DO XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B
FONTE: http://www.buscandonovasaguas.com/

 
Dar sem medida

A Liturgia desse domingo nos fala do espírito
com que devemos fazer as nossas OFERTAS.
Dá muito quem dá tudo, mesmo que esse tudo seja pouco.

Duas viúvas são protagonistas nas leituras de hoje.

Na 1a Leitura, temos o Exemplo da viúva de Sarepta. (1 Rs 17,10-16)

O povo vivia numa época difícil de seca e fome.
O Profeta Elias chega à cidade de Sarepta, morto de fome e sede...
Encontra uma viúva a quem lhe pede água e pão.
- Ela dispunha apenas de um punhado de farinha e um pouco de azeite...
Ela oferece tudo o que tem e Deus abençoa a sua generosidade:
proporciona alimento, para ela e para o filho, durante todo o tempo da seca.

* Deus não abandona quem dá com alegria.
A generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem,
pelo contrário, são geradoras de vida.

A 2ª Leitura nos apresenta o Exemplo de Cristo, o Sumo Sacerdote,
que se doa inteiramente pela salvação da Humanidade. (He 9,24-28)

O Salmo convida a confiar no Deus da vida, que ampara a viúva e o órfão
e confunde o caminho dos opressores. (Sl 146)

No Evangelho, vemos o Exemplo de outra viúva. (Mc 12,38-44)

Jesus senta-se perto da caixa de esmolas no templo e observa:
- De um lado, uma pobre viúva, oferece discretamente duas moedinhas;
- Do outro, gente importante dá solenemente grandes quantias...
Jesus censura o gesto dos fariseus e louva a GENEROSIDADE da viúva.
A oferta da viúva era pequena, mas era tudo o que ela tinha.
Deus não calcula a quantia que damos, mas o amor com que damos.

Duas viúvas, simples e humildes, revelam a grandiosidade dos pequenos gestos. Toda oferta que brota do coração tem valor incalculável aos olhos de Deus.
A hospitalidade da primeira é compensada pelo milagre de Elias
e a humilde generosidade da segunda merece de Jesus um grande elogio.

+ Se Jesus viesse hoje em nossa igreja, o que ele enxergaria?

- A que grupo nós pertenceríamos?
- Quais as pessoas que mais oferecem na comunidade?
  O Padre, os ministros, os animadores das pastorais? É difícil responder...
  Mas eu tenho a certeza, que muitas pessoas humildes,
  silenciosas, muito ocupadas, oferecem à comunidade
  um serviço semelhante à oferta da viúva:
  oferecem com sacrifício TUDO o que podem...
  E Deus não se deixa vencer em generosidade...
- E se Jesus olhasse as nossas OFERTAS, o que teria a dizer?
São ofertas generosas, dadas com alegria, como gesto de amor e de fé,
ou é um jeito para se livrar de uns trocadinhos?
Podemos dar uma esmola material, podemos partilhar nosso tempo,
nossos conhecimentos ou até nossa alegria com um sorriso.

E se olhasse o nosso DÍZIMO?
É uma oferta para retribuir a Deus um pouco do muito que recebemos
e assim participar na manutenção da nossa religião?
Ou apenas nos lembramos quando precisamos de um serviço da comunidade,
dando a idéia que é uma taxa para comprar algum sacramento?

- Na Bíblia, encontramos com freqüência uma verdade:
  Deus, embora criador de todo o universo,
  sempre quer e exige ofertas da parte dos homens.
- Assim já nas primeiras páginas da Bíblia, encontramos os homens
  oferecendo em sacrifício as primícias de seus trabalhos, 
  como homenagem de gratidão a Deus.
- Encontramos: Abel e Caim oferecendo um sacrifício a Deus. (Gn 4)
  Deus aceitou o de Abel e rejeitou o de Caim...
- No Antigo Testamento: tinham taxas fixas: o DÍZIMO...
- Primeiros cristãos: punham os bens em comum...

A Igreja retomou o Dízimo, como um dos PRECEITOS,
que os nossos católicos esquecem com muita facilidade.

O costume do dízimo foi introduzido por Deus.
No Livro de Malaquias, Deus se queixa de quem o "enganava",
por não pagar "integralmente"...  (Ml 3,6-10)
    à Será que ainda hoje há gente, que continua enganando?

QUANTO se deve dar?
Deus não nos dá uma taxa fixa. Deixa a critério de nossa generosidade.
Entre os Antigos, dava-se o Dízimo (10%),
atualmente muitos cristãos dão o Centésimo (1%) da renda familiar,
outros o correspondente a um dia de trabalho por mês...
Deve ser uma verdadeira oferta, não apenas uma esmola insignificante...

No Evangelho, vimos muitos ricos colocando grandes quantidades,
e a única pessoa que impressionou a Cristo foi a pobre viúva,
que não pôs muito, mas deu tudo o que tinha, e com alegria.

Dízimo não é doação apenas de dinheiro.
Podemos dar também o nosso tempo, em favor da comunidade...
Tudo pode ser feito com gestos muito simples, como o da viúva...
- Como partilhamos aquilo que somos e temos?

A Escritura nos garante: "Deus ama a quem dá com alegria". (2Cor 9,7)

                                                              Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 11.11.2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

ROTEIRO HOMILÉTICO DO XXXI DOMINGO DO TEMPO COMUM TODOS OS SANTOS - ANO B - FONTE: http://www.buscandonovasaguas.com/

Comum1231:Santos: Caminho da Santidade

Na reza do "Creio", professamos uma verdade:
"Creio na Comunhão dos Santos".
Hoje, na festa de TODOS OS SANTOS,
vamos aprofundar essa Verdade.

Os textos bíblicos nos falam dessa realidade:

A 1a leitura nos garante que os Santos são muitos. (Ap 7,2-4.9-14)

O número 144.000 é simbólico: 12x12 mil: significa todo povo de Israel...
e mais uma grande multidão de todos os povos e línguas...
O Caminho da santidade está aberto a todos que vivem os valores do Reino.

A 2a Leitura afirma que somos Filhos de Deus:
O Amor de Deus como Pai nos transforma em filhos
e nos chama a viver como irmãos.  (1 Jo 3,1-3)
Ser Santo é viver em comunhão com o Pai e o Filho.

No Evangelho, Cristo nos aponta o caminho para ser Santo:
Viver as Bem-aventuranças…  (Mt 5,1-12)

+ Quem são os santos:

- Para muitos, Santos são pessoas já mortas,
  que realizaram no passado fatos surpreendentes na vivência da fé.
  Pessoas privilegiadas que já nasceram santas...  milagreiras...
  declaradas santas pela Igreja e hoje homenageadas em nossos altares...

- Na Bíblia, no princípio, o título de santo era só para Deus.
  Ainda hoje no Glória, recitamos: "Porque só vós sois santo".

- Em Cristo repousa o Espírito de Santidade…
  Ele irradia a Santidade de Deus e transmite a sua santidade à Igreja
  por meio dos Sacramentos, que trazem ao homem a vida de Deus.

- Esta doutrina era tão viva nos primeiros séculos,
  que os membros da Igreja não hesitaram em chamar-se "os santos"
  e a própria Igreja era chamada de "Comunhão dos Santos".

- A SANTIDADE cristã manifesta-se, assim,
  como uma participação na vida de Deus,
  que se realiza com os meios que a Igreja oferece,
  em particular com os Sacramentos.

- A SANTIDADE: não é fruto do esforço humano,
  que procura alcançar Deus com suas forças,
  Ela é Dom do Amor de Deus e Resposta do homem à iniciativa de Deus.
  É GRAÇA recebida e TAREFA a cumprir...

- A SANTIDADE não é uma realidade conseguida apenas no passado
  por umas pessoas privilegiadas, vivendo longe do mundo...
 
- SANTOS são pessoas como nós, que ainda hoje vivem a santidade de Deus,
  pelo testemunho de sua fé e fidelidade ao projeto de Jesus;
  homens e mulheres que lutam para serem justos e pacificadores,
  pobres e compassivos, puros de coração,
  segundo o espírito das Bem-aventuranças.

- Pessoas de todo o tipo, desde o bom ladrão,
  que se salvou no finalzinho por um gesto de solidariedade
  com o companheiro de Cruz,
  até vidas inteiras dedicadas ao próximo.
  Ninguém será santo depois de morto, se não o foi quando vivo.

+ A Festa de hoje nos lembra duas realidades:

1) O Mundo da Santidade:
Mundo imenso, onde os santos são inumeráveis.
- Mundo maravilhoso, onde muitos desses santos são nossos parentes,
nossos amigos, gente grande e crianças que conhecemos.
- Mundo feliz realizando-se na vida de trabalho e sofrimento,
de sonhos e realizações.
- Mundo de portas abertas, que cresce sem parar,
e, cada dia que passa, vê chegar novos eleitos.

2) A Nossa vocação à Santidade: 
O Mundo dos santos não é estranho para nós.
Pelo contrário, todos somos chamados à Santidade,
todos somos chamados a alcançar no mundo de hoje a plenitude da vida,
que está nessa íntima união com Deus, fonte de toda a vida.
 "Todos os cristãos são chamados pelo Senhor à perfeição da santidade". (LG31)

+ O Objetivo dessa Festa:

- Homenagear todos os Santos que morreram no Senhor, conhecidos ou não...
- Apresentar o ideal da SANTIDADE, como possível ainda hoje e
  ardentemente desejado por Deus:
  "Esta é a vontade de Deus, a nossa Santificação". (1 Ts 4,3)

+ A Santidade é participar da vida de Deus, que é "o Santo".
   E sendo nós pecadores, supõe um processo de conversão permanente...

- Para sermos santos, Cristo nos deixou alguns meios:
  à Os Sacramentos... a Igreja... a Oração … a Palavra de Deus…

* Nas famílias, em que não há cinco minutos para a Oração e
   para a Palavra de Deus, poderemos esperar frutos de santidade?

  Acolhamos o Apelo de Deus à Santidade…
  e que os Santos sejam nossos modelos e intercessores nessa caminhada

                                     Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 04.11.2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ROTEIRO HOMILÉTICO DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

Comum 1229: Partilha tua Fé


No mês de outubro, a Igreja intensifica as atividades
para despertar a consciência e a vida Missionária.
Hoje, promove também a coleta mundial para as Missões,
para atividades de promoção humana e evangelização, sobretudo onde as necessidades materiais são mais urgentes.

As Leituras bíblicas e a Mensagem do Papa motivam essa realidade:

A 1a Leitura apresenta o "Servo de Javé". (Is 53,10-11)

Isaías apresenta o Messias como uma pessoa insignificante e desprezada
pelos homens, através do qual se revela a vida e a salvação de Deus.
O Messias não será um rei de grande poder, mas um humilde "servo sofredor".
Cristo, o grande Missionário do Pai,
"não veio para ser servido, mas PARA SERVIR".  

Na 2ª Leitura, Paulo afirma que Cristo foi para nós um grande Sacerdote,
mediador entre Deus e os homens, que resgatou com sua morte na cruz e continua intercedendo por nós junto ao Pai. (He 4,14-16)

No Evangelho, Jesus educa para a Missão os seus apóstolos,
ainda impregnados pelos falsos conceitos de grandeza da época. (Mc 10,35-45)

- Jesus continua sua caminhada para Jerusalém e,
  na sua catequese, faz o 3º Anúncio da Paixão.
- Dois discípulos íntimos de Jesus lhe fazem uma pergunta estranha:
   "Mestre, faça que nos sentemos um à tua direita e
    outro à tua esquerda, na tua glória".
- Os demais Apóstolos reagem indignados,
  pois todos eles tinham as mesmas pretensões.
- A resposta de Jesus foi taxativa: "Não sabeis o que pedis…"

* A procura dos primeiros lugares pelos dois irmãos,
e a indignação dos outros dez apóstolos
revelam muito bem a mentalidade dos discípulos,
que alimentavam sonhos pessoais de grandeza, de ambição e de poder.

Jesus convida os discípulos a não se deixarem levar por sonhos
de ambição, de grandeza, de poder e domínio,
mas a fazerem de sua vida um dom de amor e de "serviço".
- E Jesus apresenta seu exemplo:
"O Filho do homem não veio para ser servido,
mas para SERVIR e dar a sua vida em resgate de muitos.


Mensagem do Papa: «Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade».
Neste ano, a celebração do Dia Mundial das Missões reveste-se dum significado muito particular. A ocorrência do cinqüentenário do início do Concílio Vaticano II, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos cujo tema é a nova evangelização concorrem para reafirmar a vontade da Igreja se empenhar, com maior coragem e ardor, na missão, para que o Evangelho chegue até aos últimos confins da terra.

Eclesiologia missionária: «Os homens, à espera de Cristo, constituem ainda um número imenso»... «Não podemos ficar tranqüilos, ao pensar nos milhões de irmãos, que ignoram ainda o amor de Deus»... Cristo «hoje, como outrora, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra». E esta proclamação «não é para a Igreja uma contribuição facultativa: é um dever que lhe incumbe, por mandato do Senhor Jesus, a fim de que os homens possam acreditar e ser salvos. Por conseguinte, temos necessidade de reaver o mesmo ímpeto apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, apesar de pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho por todo o mundo conhecido de então.

A prioridade da evangelização: Também hoje a missão ad gentes deve ser o horizonte constante e o paradigma de toda a atividade eclesial, porque a própria identidade da Igreja é constituída pela fé no Mistério de Deus, que se revelou
em Cristo para nos dar a salvação, e pela missão de O testemunhar e anunciar
ao mundo até ao seu regresso.

Fé e anúncio: O anseio de anunciar Cristo impele-nos também a ler a história para nela vislumbrarmos os problemas, aspirações e esperanças da humanidade que Cristo deve sanar, purificar e plenificar com a sua presença. De fato, a sua Mensagem é sempre atual, e é capaz de dar resposta às inquietações mais profundas de cada homem... Isto exige, antes de mais, uma renovada adesão de fé pessoal e comunitária ao Evangelho de Jesus Cristo. Com efeito, um dos obstáculos ao ímpeto da evangelização é a crise de fé, patente não apenas no mundo ocidental mas também em grande parte da humanidade, que no entanto tem fome e sede de Deus e deve ser convidada e guiada para o pão da vida e a água viva, como a Samaritana que vai ao poço de Jacob e fala com Cristo. (Jo 4, 1-30.

O anúncio faz-se caridade: «Ai de mim, se eu não evangelizar!»: dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 9, 16). Esta frase ressoa, com força, aos ouvidos de cada cristão e de cada comunidade cristã em todos os Continentes. Mesmo nas Igrejas dos territórios de missão, Ig   rejas em grande parte jovens e freqüentemente de recente fundação, já se tornou uma dimensão conatural a missionariedade, apesar de elas mesmas precisarem ainda de missionários.
Queridos irmãos, invoco sobre a obra de evangelização ad gentes, e de modo particular sobre os seus obreiros, a efusão do Espírito Santo, para que a Graça de Deus a faça avançar mais decididamente na história do mundo. Apraz-me rezar assim com o Beato John Henry Newman: «Acompanhai, Senhor, os vossos missionários nas terras a evangelizar, colocai as palavras certas nos seus lábios, tornai frutuosa a sua fadiga». Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da Evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.

                                              Pe, Antônio Geraldo Dalla Costa -21.10.2012

ROTEIRO HOMILÉTICO DO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

FESTA DO NOSSO PADROEIRO SÃO FRANCISCO DE ASSIS

 EQUIPE DE FESTA DA COMUNIDADE
 MINISTÉRIO DE MÚSICA -  EQUIPE DO GELSON
 FREI DEIVI
 Pe. CARLOS HENRIQUE E EQUIPE DE LITURGIA DA COMUNIDADE
MINISTÉRIO DE MÚSICA - EQUIPE DO ADMIR
PROCISSÃO COM IMAGEM DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS DIA 04/10/12
PROCISSÃO COM IMAGEM DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS DIA 04/10/12
Pe. JOSÉ VIDAL DE AMORIM
CRIANÇAS DA CATEQUESE APRESENTANDO COMO FRANCISCANOS
CRIANÇAS DA CATEQUESE APRESENTANDO COMO FRANCISCANOS
DIÁCONO JUNIOR PRESIDINDO CELEBRAÇÃO COM JOVENS


No último dia 04 de outubro de 2012, dia de São Francisco de Assis, nosso Padroeiro, com uma linda Festa Litúrgica: Procissão e Celebração da Santa Missa presidida pelo nosso Pároco Pe. José Vidal de Amorim encerramos a Festa em louvor a São Francisco de Assis. É oportuno citar a grande participação comunitária desde Pastoral da Liturgia, Pastoral da Catequese, (destaque para as Crianças na encenação de Sta. Terezinha e São Francisco), Diversas pastorais e Movimentos, Ministérios de Música, Legião de Maria, Equipe de Festa, Comércio do Bairro e do Centro, Fiéis que além da dedicação diária ainda doaram flores para o dia de Sta. Terezinha do Menino Jesus, os padres convidados: Pe. Carlos Henrique, Paróquia Sta. Cruz; Pe. Edmar e Frei Deivi da Paróquia São João Batista da cidade de Paulo de Frontien e o nosso Diácono Junior, tudo aconteceu com anuência e acompanhamento do nosso Pároco Pe. José Vidal de Amorim. Estamos felizes e a nossa saudação franciscana a todos de Paz e bem!